• Data: 11 a 22/06
  • Local: Rio de Janeiro - Forte de Copacabana
  • Abertura ao público
  • 12/06 a 22/06: 10h00 às 22h00 (última entrada do público às 21h)
Realização
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Patrocínio
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//Exposição

O Humanidade 2012 traz à sociedade uma exposição especialmente desenvolvida pela diretora e cenógrafa Bia Lessa.  No espaço, tecnologia, educação e cultura, em conjunto com os temas da Rio+20, trazem o poder de transformação do ser humano como destaque. A intenção da exposição, totalmente gratuita e aberta ao público, é proporcionar ao visitante uma experiência única. “Diante do momento histórico que estamos vivendo, é necessário que a palavra Humanidade se fortaleça e possamos, juntos, dar um passo adiante”, afirma Bia Lessa.

A exposição terá atividades que dialogam entre si, apresentando o Brasil como um país que tem em sua cultura e sua formação a possibilidade de abrigar diferenças, além de suas riquezas naturais e culturais que precisam ser assumidas cada vez mais como um espaço de soberania e de contribuição para um mundo melhor.

A-     RECEPÇÃO TERRITÓRIO LIVRE

A exposição começa com fragmentos de um dos textos mais conhecidos do Padre Antô­nio Vieira, o sermão de Santo Antônio aos peixes. A Mata Atlântica e a Floresta Amazônica são apresentadas de forma a introduzir o visitante à complexidade das questões que serão debatidas no contexto da conferên­cia Rio+20. Uma reflexão sobre os homens a partir de um sermão voltado para os pei­xes. Como Padre Antônio Vieira naquele mo­mento, estamos todos voltados para o mar. No nível térreo, algumas espécies de plan­tas oriundas de diferentes biomas brasi­leiros são reunidas em um jardim que ce­lebra a diversidade de nossas florestas.

1-      SALA MUNDO EM QUE VIVEMOS

Esta sala contou com a curadoria do Museu do Amanhã por meio de seu curador, Luiz Alberto Oliveira – físico e pesquisador do CBPF, além da consultoria de Sérgio Bes­serman e da contribuição do físico e artis­ta plástico Érico Goulart (CBPF). Tem como finalidade apresentar a realidade do pla­neta tal como se encontra nos dias de hoje. Através de máquinas, desenhos, luz e som, é apresentada a ideia do antropoceno. O ter­mo foi criado pelo vencedor do prêmio no­bel de química Paul Crutzen, que considera a influência humana no funcionamento do planeta tão significativa que justificaria a inauguração de uma nova era na escala de tempo geológico.

2 – SALA MUNDO DIVIDIDO

O espaço teve o texto de Celso Furtado como fonte inspiradora: “o desafio que se colo­ca no umbral do século XXI é nada menos do que mudar o curso da civilização, deslocar o seu eixo da lógica dos meios a serviço da acumulação num curto horizonte de tempo para a lógica dos fins em função do bem-estar social, do exercício da liberdade e da cooperação entre os povos.”

B – CAPELA ESPAÇO DA HUMANIDADE

É o centro do projeto, onde está expos­ta a grande potencialidade humana de transmissão do conhecimento a partir da criação da linguagem. Local de reflexão e compreensão da importância da educação, cultura, tecnologia e da necessidade de nos tornarmos uma humanidade. Uma biblioteca inusitada, formada por 10.000 títulos selecionados por 120 per­sonalidades brasileiras, está disponível para consulta do público. Uma biblioteca de livros e de pessoas, já que a seleção de cada indivíduo indica o percurso intelec­tual e afetivo que os fizeram ser quem são.

3 – SALA HOMEM E SUAS CONEXÕES

O objetivo do espaço é estabelecer uma li­gação entre as necessidades e desejos hu­manos e os meios de produção industrial, educacional, tecnológica, artística etc.

C – BRASIL CONTEMPORÂNEO

Dá sequência à sala mundo dividido de for­ma concreta, já que os elementos deste espaço são os mesmos que constroem essa espécie de tenda festiva, onde o brasil contemporâneo é apresentado do ponto de vista de suas qualidades e possibilidades. Textos de Darcy Ribeiro, Jorge Mautner e dados estatísticos curados pela Fiesp e sistema FIRJAN fazem parte do conteúdo apresentado.

4 – SALA BIODIVERSIDADE BRASILEIRA

Com um pé direito de 5 metros, aborda as potências naturais brasileiras. Os bio­mas estarão expostos conjuntamente, va­lorizando a diversidade e não a especifi­cidade de cada um. Também fazem parte do conteúdo da sala os limites impostos pela atuação do homem nos últimos 200 anos, sua ação modificadora dos ecossistemas e a necessidade de uma atitude imediata de toda a sociedade.

5 – SALA DIVERSIDADE HUMANA BRASILEIRA

É inspirada no pensamento de Darcy Ribeiro:

“O que eu tenho para o brasil é exaltação de sentir de tudo que ele pode ser, vai ser, há de ser e de tudo que ele ainda não é. Eu te­nho pena de nos meus anos, eu fiz tudo para o Brasil dar certo, eu tenho pena de que eu ando meio doentinho e posso até morrer e ficam vocês encarregados de fazer esse país, mas façam sem copiar ninguém, com as potencialidades do nosso povo, poten­cialidades que são imensas, com uma civi­lização tropical e uma civilização mestiça e sobretudo uma civilização humana que herdou dos índios essa capacidade esse talento para o convívio, dos negros essa espiritualidade e dos europeus a tecnolo­gia e a sabedoria européia. Nós estamos prontos para ser uma das civilizações do mundo.”

6 – SALA PRODUÇÕES HUMANAS

Destaque para a indústria e suas ramifi­cações, a partir das megacidades e do au­mento populacional mundial. Necessidade de abastecimento de energia, comunicação, água, esgoto, alimentos, transporte, re­síduos etc. São as cadeias de ligações que não fazem parte da observação cotidiana dos cidadãos, mas que são indispensáveis para se criar o milagre da maior invenção do homem.

“A arquitetura constrói espaços para amparar a imprevisibilidade da vida, não para determinar comportamentos. a cidade é o lugar da liberdade. Você não pode constranger as pessoas no espaço público com dificuldades. Caso contrário, elas desenvolvem a consciência de espaço no espaço imaginado dentro de si, num individualismo atroz”, afirma o arquiteto Paulo Mendes da Rocha.

7 – SALA RIO DE JANEIRO

Espaço voltado para a apresentação do Rio, não apenas como uma cidade dos encontros e profundos contrastes – cidade e natu­reza, montanha e mar, riqueza e pobreza, popular e erudito – mas como um lugar em transformação. Através de imagens em 3D os visitantes têm acesso ao COR (centro de operações rio), espaço que vigia o Rio de Janeiro 24 horas por dia.

8 – SALA INDIVÍDUO E AS FORÇAS DA NATUREZA

Aqui o visitante experimenta, individual­mente, uma simulação poética das forças da natureza.

D – TERRAÇO DO OLHAR

Com vista para a praia de Copacabana, tem lentes de aumento para que o visitante ob­serve a cidade. Conta ainda com uma peque­na mostra fotográfica da transformação do bairro de Copacabana através dos anos, e uma observação da ação do homem nos oceanos.

9 – SALA MUSEU DO AMANHÃ

A sala propõe um passeio pelo conteúdo do Museu do Amanhã, um museu de ciências diferente, onde o visitante se verá diante de um leque de possibilidades para que ele possa refletir sobre suas escolhas para o futuro. O Museu do Amanhã é uma reali­zação da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Fundação Roberto Marinho e está sendo construído no Píer Mauá, na região do Porto Do Rio, com inauguração prevista para 2014.

E – JARDIM DOS ENCONTROS

Espaço de confluência para todas as salas, área de convivência e celebração. Bandei­ras de todos os países comemoram o en­contro fraterno entre os povos. Espaço coberto pelo céu de Copacabana e abraçado pela vista privilegiada do encontro entre natureza, cidade, mar e montanha.

F – CAFÉ CULTURAL

Espaço de contemplação do mar, reflexão, shows e palestras abertos ao público, para a valorização da cultura e do pensa­mento alternativo.

G – AUDITÓRIO DA HUMANIDADE

Espaço de conferências fechadas e de shows. De exposição do fotógrafo Pe­ter Menzel, responsável por registrar di­ferentes povos ao redor do nosso planeta. Cadeiras impressas com poemas de Arnal­do Antunes transformam esse espaço em um auditório que fala por si.